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Horto de Damasco

Neste blog, estaremos disponibilizando semanalmente artigos espíritas.

Causa e Efeito, você compreende?

ArtigosPosted by Horto de Damasco Sat, March 17, 2018 19:17:37
Por Flávio Mendonça (membro da equipe do Horto de Damasco)



Causa e Efeito, você compreende?


Joana era moça impetuosa e saliente. Ao ver Galvão pela primeira vez encantou-se com sua beleza. Insinuou-se para ele, e o conquistou com sua sedução irresistível. No entanto, era ligada ao vício e a sexolatria. Nesta convivência, induziu o Galvão ao vício do álcool e do tabagismo. Ambos foram aos limites dos seus vícios, até que certo dia, Galvão teve um infarto fulminante e desencarnou. Do outro lado da vida, Galvão, agora sem as vestes corporais, mas ainda viciado, procura saciar-se através de outros dependentes. Vai de bar em bar procurando um hospedeiro mais dedicado ao delito moral. Até que encontra um adequado as suas necessidades. Aproxima-se dele e quando vai investir com seu bico vampiresco, a sugar aquela energia desejada, eis que leva um bofete tremendo e cai a alguma distância da infeliz vítima. Olha atordoado sem compreender bem o acontecido. Percebe então um sujeito asqueroso, porém, forte, que o intimida com sua feição feroz, tipo um lobo selvagem. Impressionado arrisca:

__O que fiz?

__Ainda pergunta infame? Deu muito trabalho aliciar este daqui. Querendo, vá você mesmo cuidar de achar um que lhe sirva de presa. Esse me pertence e não admito!

Ainda estupefato pela situação, mas ainda ansioso para experimentar os fluídos antigos das suas viciações, percebe que precisa achar alguém que esteja propenso, mas que não tenha um “dono”.

Sai em busca tresloucada para achar alguém para servir de presa. Finalmente acha uma moça depressiva e vulnerável que está às portas da loucura. Essa era a vítima que precisava para esposar os “prazeres” da vida. Passou a ter sua própria refém para nutrir-se das suas viciações. No entanto, como o muito sempre é pouco, o nível da satisfação nunca é preenchido. Induziu-a ainda mais as desvirtuações morais, levando-a ao fundo do poço.

Eis que Vaninha, a sua vítima, desencarna e ele, agora só, não tem mais o seu instrumento particular de manipulação. Vive triste pelos cantos, sem ânimo para refazer todo o trabalho novamente.

Mas qual não é sua surpresa quando algum tempo após sente-se mal, meio que tonto, e desfalece no mundo espiritual. Passado precisamente 36 semanas, sente-se como que sugado por uma espécie de tubo, e sem nem esperar, uma forte luz encandeia sua visão. Chora então como um bebê assustado.

Galvão, agora Plácido, junto com Vaninha, agora Dorothéa, sua ex-parceira, renascem na família onde Joana, sua antiga comparsa, dessa vez na personagem de Walkiria, assume a missão redentora da maternidade.

Walkiria é viúva pobre com grandes dificuldades. Passou a vida lutando para sustentar seus filhos. Plácido, no presente, com 12 anos, é arrimo de família, sofre de grave doença respiratória e tem que lutar ardentemente para sustentar-se e as duas, sua mãe Walkiria e a sua irmã mais velha, a depressiva Dorothéa.

A ilustração serve para mostrar como a vida se mune de elementos para nos ensinar a servir com amor e justiça.

Lei que rege a todos nós, a Lei de Causa e Efeito foi soberana ao criar oportunidades de reparação e reajustes para os personagens citados. A atração, a afinidade existente nas consciências dos delinquentes, os fazem juntar-se numa nova chance para ajustarem-se entre si e com a lei de amor.

Para aqueles que não compreendem a Lei de Causa e efeito, por ter suas variáveis nas profundezas da consciência, o relato acima dá uma ideia da misericórdia do alto. É preciso entender que não há punição por parte do nosso Pai celestial, mas sim, que Ele, como nos fez compreender Jesus, atua através das Suas soberanas leis objetivando a educação, a disciplina e o progresso de todas as Suas criaturas. Entendamos, portanto, que o livre-arbítrio e a consciência, são conquistas do espírito imortal que conduz a criatura humana ao serviço de aperfeiçoamento moral e espiritual a fim de libertar, esse mesmo espírito, para os domínios superiores que aguarda a todo aquele que se empenha no seu adiantamento. Compreendamos a Lei de Causa e Efeito, as dores de hoje, como receituário necessário para nossa plenitude futura. Não há disciplina e luta, e consequentemente evolução, paralisado na zona de conforto. Vivamos em Deus meus amigos, para sermos felizes!